PLANO DE CUIDADOS
AUTOCUIDADO APOIADO E O CUIDADO FAMILIAR

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PLANO DE CUIDADOSO Plano de Cuidados Personalizado é a estratégia utilizada para a organização do cuidado, no qual se definem claramente quais são os problemas de saúde do paciente (O quê?), as intervenções mais apropriadas para melhoria da sua saúde (Como?), as justificativas para as mudanças (Por quê?), quais profissionais (Quem?) e equipamentos de saúde (Onde?) necessários para a implementação das intervenções capazes de “melhorar a vida do idoso, atual e futura”. Essas perguntas são complexas e devem ser respondidas pela equipe interdisciplinar, respeitando as preferências, necessidades, desejos e valores do idoso e de sua família. Deve, portanto, conter todas as informações para o planejamento e implementação das ações necessárias para a manutenção ou recuperação da saúde do idoso. Pode ser considerado como uma estratégia norteadora da equipe de saúde para atendimento as necessidades especificas de saúde do idoso, no curto, médio e longo prazo, direcionando a equipe na busca dos recursos adequados e tratamentos requeridos, servindo como eixo condutor de todo processo assistencial.
Assim, a sua elaboração deve ser cuidadosa, valorizando a efetividade e segurança das medidas curativas, paliativas, reabilitadores e preventivas propostas para o idoso e sua família. Nesta perspectiva, a equipe interdisciplinar deve ter em mente que algumas intervenções preventivas ou promocionais, classicamente indicadas para o adulto, podem ter pouco ou nenhum benefício no idoso frágil. Medidas que exigem mudanças comportamentais e de hábitos de vida, juntamente com a utilização de intervenções diagnósticas (“sobrediagnóstico”) e terapêuticas (“sobretratamento”), que demandam tempo demasiadamente longo para obtenção de resultados positivos, podem não ser custo-eficazes e, até mesmo, piorar mais ainda a condição de vida do idoso e de sua família. Por outro lado, a prevenção terciária, que consiste basicamente no trabalho interdisciplinar com foco na reabilitação podem ser úteis, desde que realizadas de forma adequada e respeitando os desejos e preferências do idoso e de sua família. Tais intervenções podem ter custo elevado, pois demandam tempo, cuidado profissional qualificado e adesão do paciente e familiares. Recentemente, foi incorporado o conceito de prevenção quaternária, que consiste na detecção de indivíduos em risco de tratamento excessivo para protegê-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis. A prevenção quaternária volta-se à proteção das pessoas usuárias do sistema de saúde em relação ao excesso de intervenções de rastreamento de doenças, à medicalização dos fatores de risco, à solicitação de exames em demasia, ao excesso de diagnósticos, uso de medicamentos fúteis ou potencialmente inapropriados e à medicina defensiva. Seu principal objetivo é não prejudicar o paciente (“primum non nocere”). Estes conceitos são fundamentais para a manutenção e/ou recuperação da independência e autonomia do idoso e, também, para a sustentabilidade dos sistemas de atenção à saúde, públicos ou privados.
Desta forma, o Plano de Cuidados Personalizado do idoso deve priorizar as seguintes intervenções, por ordem de importância:
1. Suspensão de intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas inadequadas, com ênfase na desprescrição segura de medicamentos inapropriados.
2. Definição de metas terapêuticas individualizadas e compartilhadas com idoso e sua família, respeitando o estrato clínico-funcional.
3. Tratamento adequado de condições subdiagnosticadas e, consequentemente, subtratadas, comumente atribuídas à “idade” ou “senilidade”.
4. Reabilitação, conforme o prognóstico reabilitacional do paciente.
5. Prevenção secundária, quando a expectativa de vida for suficientemente longa para o benefício esperado e não houver contraindicações para as intervenções medicamentosas, dietéticas ou mudanças do estilo de vida.
6. Prevenção primária, somente quando o idoso for robusto e a relação custo-benefício-risco for bastante satisfatória, devido a escassez de estudos de intervenção em idosos muito idosos e, principalmente, em idosos frágeis.


AUTOCUIDADO APOIADO E O CUIDADO FAMILIAR

O autocuidado apoiado consiste na sistematização de intervenções educacionais e de apoio realizadas pela equipe de saúde com o intuito de ampliar a habilidade e a confiança da pessoa para gerenciar suas condições de saúde apoiada por sua equipe de referência. Faz parte do processo de preparar as pessoas para que gerenciem sua saúde: ajudar a definir os problemas, estabelecer as prioridades, propor metas, elaborar os planos de cuidado e monitorar os resultados. Logo, o efetivo autocuidado vai além de uma simples consulta ou dizer às pessoas o que devem fazer (qual exame, qual medicamento e como usar), uma vez que deve enfatizar o papel central do usuário no gerenciamento de sua própria saúde (Mendes, 2012). Por outro lado, no idoso frágil, dependente para as atividades de vida diária, é necessário o envolvimento ativo da família, na figura do cuidador, responsável pelo cuidado direto com o idoso. Nestes casos, o termo adotado é o cuidado familiar. Para que o cuidado ampliado (autocuidado apoiado e cuidado familiar) ocorra com efetividade, o idoso e/ou seu cuidador, devem ter informação dos recursos disponíveis nos diversos níveis da saúde e da comunidade, contar com o apoio dos familiares, amigos e, principalmente, da equipe multiprofissional da atenção básica. Por sua vez, no idoso frágil e dependente, o conhecimento de toda tecnologia do cuidado tem papel decisivo na qualidade da assistência prestada pela família (Moraes, 2016). O envolvimento ativo do idoso e de seu cuidador no gerenciamento das condições de saúde (doenças e incapacidades funcionais) tem papel decisivo na preservação e/ou melhoria da autonomia e independência e deve ser incluído no Plano de Cuidados Personalizado.


OBS.: Abaixo temos parte do nosso Plano de Cuidados Personalizado do Idoso. Pode fazer download completo desse plano de cuidados clicando em "DOWNLOAD DO PLANO DE CUIDADOS", no menu inicial desta página.  

PLANO DE CUIDADOS PERSONALIZADO DO IDOSO
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                                DIAGNÓSTICO FUNCIONAL GLOBAL

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